Fã de truco (como
todas nós), a Mari é a primeira
à direita. Em sentido horário,
Lúcia, Renata e Lígia
Tem coisas que a gente não
explica, só sente. Viver no Copan é
uma delas. É uma construção
de valor histórico, tudo bem; mas está
mal cuidado, tem um cheiro desagradável
em alguns corredores e à noite, meninos
rondam o local cheirando cola.
Mas conviver com a vizinhança
do Copan por um mês me fez relevar tais
"intempéries" e classificar
de outra maneira a vida no Centro e no próprio
Copan.
Vencido o preconceito em relação
à região e desmistificada a
imagem violenta dali, sobra a sensação
de "bem estar". Isso porque não
é tarefa fácil encontrar vizinhos
tão ecléticos e "de bem
com a vida" como os do Copan.
À tardezinha na Paulista
circulam executivos apressados, mulheres atrasadas
correndo pelas calçadas; no Centro
a coisa muda de figura. No Centro não,
o corre-corre diário existe, mas é
simples encontrar gente solícita e
simpática no Centro. Um sorriso no
rosto também é bem mais fácil
de se ver no Copan do que na Paulista....
Morar no Copan me fez sentir
a loucura e a alegria que é conviver
com pessoas tão diferentes em tantos
sentidos, sejam eles sociais, econômicos,
sexuais... Tem de tudo: Desde velhinhos que
mudaram pra lá com a fundação
do Edifício, passando por crianças
andando de bike e brincando nas calçadas
até adolescentes com cola ou travestis
caminhando pelos corredores. E é essa
diversidade juntamente com a mistura cheiros,
horários e caras que fazem a cara do
Copan. É só entrar e sentir.